Você está pronto para ‘obrigar’ as pessoas a servirem de testemunhas de crimes?

Quando a garota Isabella Nardoni foi jogada do 6º andar do prédio onde morava, no dia 29 de março de 2008, em São Paulo, uma advogada que morava próximo ao residencial foi intimada a comparecer à delegacia, para ser ouvida como testemunha do caso. A mulher disse que não viu absolutamente nada do ocorrido e não queria ‘se envolver’ nessa história. Em vão. A delegada obrigou a advogada comparecer à delegacia, em dia e hora agendados.

Essa informação está contida no livro O Pior dos Crimes, do jornalista Rogério Pagnan, obra que se debruça sobre os detalhes da investigação que apurou um dos casos de maior repercussão no Brasil.

Parece uma situação esdruxula, mas é assim que acontece. Qualquer pessoa em seu estado normal de saúde pode ser elencada como testemunha de um crime, quando o delito é cometido próximo à sua residência ou local de trabalho. O fato de “não ter visto nada” é um argumento que não serve nessas horas.

Intimar pessoas que, de fato, não presenciaram crimes é uma rotina no cotidiano policial. Caso você esteja se preparando para ingressar na profissão – em especial, nas polícias Civil e Federal, que são as incumbidas de investigação –, saiba que irá ouvir muitos ‘nãos’ pela frente.

Mas serão ‘em vão’. As pessoas intimadas devem comparecer à delegacia.

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